segunda-feira, 20 de abril de 2015

Curso de Apologética - Lição 4 - Deus: Autor do Mal?

Rev. Héber Schaiblich
Palestra ministrada no mes de Março. curso de Apologética 

QUEM ESTÁ NO CONTROLE?
–         Deus, Diabo, Ser Humano

 QUEM É O AUTOR DO MAL?
QUAL O PROPÓSITO DO MAL?
QUEM ESTÁ NO CONTROLE?
–        Visões:
•          Ateísmo – Acaso vai governar
•          Arminianismo – Presciência de Deus
•          Teísmo aberto – Deus não conhece o futuro e não pode intervir
•          Reformados - Deus soberanamente controla todas as coisas

•          Há algo que Deus nunca pode vê.
•          Na verdade, nunca viu e nunca verá.
•          O que é?
–        Dt 6.4 - Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.
–        Judas 1:25 - ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!

A Bíblia revela quem é o Deus que controla todas as coisas

–        A sabedoria de Deus é a virtude (atributo) que lustra as outras virtudes (atributos)
–        Charnock: “A sabedoria é a mais eminente de todas as virtudes; todas as outras perfeições de Deus sem esta, seria como um corpo sem olho, ou como a alma sem entendimento....
–        a paciência de Deus seria uma covardia, Seu poder uma opressão, Sua justiça uma tirania, sem a sabedoria como a fonte e a santidade como uma regra. Nenhum atributo de Deus poderia brilhar com o devido lustro sem ela”

A Bíblia revela que DEUS está no Controle
–        Sl 33.11- O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.
–        Is 14.26,27 - Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações.  Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?
–        Is 46.9,10- Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade:  que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim;  que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade;
–        At 4.27,28 – porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes  e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel,  para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram;

–        A Vontade soberana de Deus é a Causa Última de tudo:
–        A ¨causa última¨ é aquela que determina decretivamente (soberanamente) o acontecimento de um evento.
–        Deus é a causa última de todas as coisas que acontecem no mundo, sejam elas boas ou más.
–        Nada do que acontece está fora do plano da causa última
–        Jó 42.2 ‘Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado’

–        A Vontade soberana de Deus é a Causa Última de tudo:
–        Na criação de todas as coisas: Ap 4.11
–        Nas menores coisas da vida: Mt10.29.30;
–        Na direção da vida: Tg 4.13-15;
–        Na duração de nossa vida: Jó 14.5; Sl139.16; (1Rs 22.34);
–        Na salvação e condenação: Rm 9. 11, 14,15; 2Tm 1.8,9
–        Nas orações respondidas: 1Jo 5.14

–        Fé Reformada reconhece que Deus soberanamente decretou todas as coisas:    

–        Catecismo maior – resposta à pergunta 12: O que são os decretos de Deus?
–        Os decretos de Deus são os atos sábios, livres e santos do conselho de sua vontade, pelos quais, desde toda a eternidade, Ele, para a sua própria glória, imutavelmente preordenou tudo o que acontece, especialmente com referência aos anjos e aos homens.

–        Breve Catecismo de Westminster,
–        como “o Seu eterno propósito, segundo o conselho da Sua vontade, pelo qual, para a Sua própria glória, Ele predestinou tudo o que acontece”.

–        A BÍBLIA REVELA QUE DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS

•          Quem é o autor do mal?
•          A BÍBLIA REVELA QUE EXITE UM DUPLO ASPECTO NA VONTADE SOBERANA DE DEUS
•          Causa Positiva
–        Deus é a causa positiva de todos os atos bons: Jo 15.5; Ef 2.8-10; 2Tm 1.9;  
–        É Deus quem dá-nos o santo impulso para as coisas santas e nos capacita e nos energiza positivamente a fazer o que lhe agrada:  Sl 51.10; Fp 2.13;
      •          Causa Negativa
–        Deus determina não impedir o homem de pecar;
–        (At 14.16) - “o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos”;

–        Definição -  causa negativa:
–        Confissão de Fé de Westminster - III, 1:
–        ¨Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho de sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quando acontece,
–        porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou a contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.¨

–        Berkchof   
–        o decreto faz Deus o Autor de seres morais livres, e eles próprios os autores do pecado.
–        Deus decreta sustentar a livre agência deles, regular as circunstâncias da sua vida, e permitir que a livre agência seja exercida numa multidão de atos, dos quais alguns são pecaminosos.
–        Por boas e santas razões, Ele dá certeza ao acontecimento desses atos, mas não decreta acionar efetivamente esses maus desejos ou más escolhas no homem.
–        O decreto concernente ao pecado não é um decreto efetivo mas permissivo.

  Três Considerações:
–        Deus não pode ser a causa positiva de um ato mal. Deus é a causa negativa do mal.
–        O seres humanos não precisam de ajuda para fazer o que lhes é próprio em seu estado pecaminoso.
–        Não podemos nos esquecer que a ação de Deus é pervasiva de modo que o pecador vem a praticar o mal por sua própria pecaminosidade, e a vontade de Deus venha a ser realizada de modo infalível.

–        Exemplos Bíblicos:
•          Gn 45.3-8...
–        v.4: José foi vendido pelos irmãos;
–        v.5,7,8: José foi enviado por Deus;
                               . At 2.23 – “sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos”

–        Quem matou Jesus?
»        as pessoas – religiosos, autoridades, povão.
–        Por que Jesus foi crucificado? 
»        Porque Deus determinou – 1Pe 1.19,20

•          Temos que distinguir entre o mal Moral (pecado) e o mal Natural (sofrimentos)
•          Is 6.3 - Deus é Santo, jamais é autor do mal moral.

•          A Bíblia revela quem são os autores do mal moral:
–        1Tm 3.6 – Orgulho do Diabo
–        Tg 1.13,14 – Cobiça dos seres humanos
–        Implica em um Decreto Permissivo de Deus (Causa Negativa)
»        Deus é Soberano
»        O homem é responsável

•          Quanto ao mal Natural, a causa última é Deus, entretanto, tanto Deus, Diabo e o próprio ser humano são agentes:
•          Diabo – Jo 8.44; Ap 2.10;
•          Homem – Gn 9.6; Êx 20.13;
•          Deus – Dt 32.39
•          Desde a entrada do pecado os seres humanos estão sob o juízo divino: Gn. 2.16,17; Rm 5.12
•          Exemplos:
•          Catástrofes: Gn 6.13,14,17,18; Gn 19.24; Nm 16.29.30;
•          Doenças, pragas: Nm 11.33,34; At 5.1-5; Jo 5.14;

•          Propósito de Deus no mal natural
•          Nos crentes: (Salvos)
•          disciplinar: Ap 3.19; Hb 12.4-7;
–        Is 45.7  - Este texto não está afirmando que Deus é autor do mal moral, e sim que é o autor do mal Natural (sofrimento = juízo = sobre o seu povo).
•          Santificar: Jó 42.5; Tg 1.3,4;
•          Conduzir para a glória – Sl 116.15; At 7.59; Fp 1.21

•          Propósito de Deus no mal natural
•          nos ímpios:
–         Produzir arrependimento para salvação: Lc 23.41; 
–         Juízo: Jr 25.12; 2Pe 2.9;
Oração:
 “Santo e gracioso Deus e Pai, dá-nos sabedoria que te procure conhecer. Dá-nos juízo para compreender-te, zelo para procurar-te, paciência para esperar por ti. Dá um coração que medite em ti; dá uma vida que anuncie o teu nome, no poder do Espírito Santo de nosso Senhor Jesus Cristo” (Benedito de Núrsia) 480-457.

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