terça-feira, 5 de junho de 2018

A Disciplina da Palavra




Questões para discussão:

1.     Você tem o hábito de ler diária e devocionalmente a Palavra?

2.     Descreva como é a sua dinâmica de leitura da Palavra?

3.     Por que você considera importante a leitura diária da Palavra?

Importância da Palavra?

1.     Orienta o que cremos e fazemos – “regra de fé e prática”.

a.     2 Pe 1.19

b.     Sl 119.11,105

2.     Sua natureza e fonte
a.     Vários escritores (cerca de 40), um único autor (O Espírito Santo).

b.     2 Tm 3.16. “Inspirada”. Literalmente “sopro de Deus” (Theospneustos).

c.      “Se Deus não disse o que teria dito, porque não disse o que teria de dizer?” (Rev. Wilson de Souza).
3.     Seus efeitos:

a.     Denunciar – “Discernir pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12)

b.     Desmascarar falsas convicções –
                                               i.     “Não há criatura que não seja manifesta diante dele” (Hb 4.13);
                                              ii.     “Destruir fortalezas e anular sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Cristo” (2 Co 10.4,5).

c.      Multifunção: (2 Tm 4.16,17)
                                               i.     Útil para ensinar
                                              ii.     Útil para repreender
                                            iii.     Útil para educação na justiça
                                            iv.     Útil para habilitar o homem para toda boa obra

Como desenvolver disciplina?

A.     Lembre-se que disciplina não é algo natural e espontâneo. Requer aplicação e diligência.
a.     Ilustração: “Sabe aquele dia que você acorda com vontade ir para a academia, correr 10 km e depois nadar mais 2 km? ...Bem... eu nunca tive”.

B.     Crie hábitos em sua vida
a.     Vício é um hábito distorcido. Hábito é salutar: Exercício, escovar os dentes, tomar banho, etc...

b.     Reserve tempo e hora – Qual é o momento do seu dia em que você se encontra mais disposto para ouvir o Senhor?

c.      Ilustração: Certa vez questionei um diácono da igreja porque ele não vinha na reunião de oração da igreja que era de manhã. Ele respondeu que aquele horário já era reservado por ele, há muito tempo, para ler a Palavra e orar.

C.     Considere algumas formas de perseverar na disciplina da Palavra:
a.     Leia a Bíblia devocionalmente

b.     Leia a Bíblia em blocos

c.      Leia a Bíblia toda

d.     Estude a Bíblia: Assuntos e temas que exigem maior concentração.

D.    Ore para que o abençoe enquanto lê sua Palavra

a.     “Porventura não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Jo 24.32).

b.     Existe algum princípio a ser observado?

c.      Existe algum pecado a ser abandonado?

d.     Há uma nova promessa?

Liderança transformadora


Liderança transformadora
“Veja a realidade não como ela é, mas como pode ser”.

I. Definição: O que é LT?
Líder é o que tira a instituição de um ponto e o coloca em outro patamar.


II. O que contribui para a mudança?
1.     Visão:
a.     Dois agentes:
                                               i.     Intuição
                                              ii.     Experiência

2.    Anseio por mudança
a.     Gávea

b.     Anápolis
Liderança em crise: aberta à mudança.
Crise: E se a comunidade não deseja mudança?

c.      Bill Hybels: O grande desafio não é mostrar que lá é bom, mas convencer de que onde estamos não é ideal. Despertar senso de algo mais. Criar expectativas!


III. Obstáculos
1.     O líder imposto – O líder biônico, institucional.
a.     Quanto tempo leva para se tornar líder? Cerca de 7 anos.
b.     Líder imposto não inspira

2.     Não acontece transformação na liderança se não houve transformação no líder: “O ritmo do líder é o ritmo da instituição”.
a.     Ausência de inspiração. Pastores desanimados, displicentes, desencorajados, descrentes e deprimidos.
b.     Patologias pastorais.

John Maxwell
“Liderança é influência”
“Líder é o que faz seguidor”.

3.    Falta de ousadia
a.     Ouse! Não faca projetos limitados aos recursos disponíveis
b.     Arrisque-se! Não faça projetos sem desafiar o status quo
c.      Creia! Não faca projetos considerando apenas as condições atuais.

4.    Visão limitada
a.     Não confie apenas na sua intuição, observe a experiência dos outros. Aprenda!
b.     Não se feche no seu gueto denominacional. Inspire-se!
c.      Não faça individualmente – construa um time!

IV. Fatores transformadores
1.     Muitas transformações acontecem por uma visão particular do líder – senso messiânico!

2.     Muitas transformações acontecem porque Deus levanta um homem ou mulher da comunidade. Ex Paulo Couto

3.     Muitas transformações acontecem porque Deus decide fazer mudanças
a.     Espontânea ou intencional
b.     ˜Quando Deus se agita o homem se levanta˜.
c.      At 8.4 – O primeiro agente missionário foi o Sinédrio.

4.     Muitas transformações acontecem por causa de uma crise
a.     Eugene Peterson – “Bagunça”
b.     Caos: a harmonia do universo
                                               i.     Sem a injustiça dos irmãos não teríamos José no Egito
                                              ii.     Sem a deportação cruel da babilônia, não teríamos Daniel, Ester, Neemias e Esdras. Jr 29.4: “Aos exilados que eu mesmo deportei”.
c.      “Só quero ver como Deus vai sair desta”.

V. Riscos previsíveis da Liderança transformadora
“Não seja surpreendido pelo óbvio”

1.     Desconforto Pessoal e institucional – Patos gordos
a.     Transformações desorganizam e desequilibram
b.     “Não havendo bois o celeiro fica limpo, mas pelo mexer dos bois há abundância de cereal” (Pv 14.4).

2.    Oposição e resistência
a.    “Old habits die hard”
b.    Oposição espiritual: Neemias.

VI. Resultados da liderança transformadora

1.    LT muda o status quo

2.    LT desafia processos
a.     Não vamos mudar porque está bom ou vamos mudar para ficar melhor?

b.    O medo de perder não deixa ganhar.

3.     LT traz excelência: “A excelência exalta o homem e glorifica a Deus”.

4.     LT inspira novas gerações e pavimenta o caminho para mudanças

5.     LT glorifica a Deus.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Mt 5.33-37Dos Juramentos


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Questões introdutórias:

1.       Como você pessoalmente encara a validade do juramento?

2.       Como você relaciona Lv 19.12 com Mt 5.33. Não parece contradição?

3.       Se o juramento era permitido no Antigo Testamento, por que Jesus proíbe o juramento?  Dt 23.21-23; Nm 30.2

Considerações:

A.      No Sermão da Montanha Jesus deseja aprofundar o sentido do AT e não negar a Lei (Mt 5.17).

B.      Jesus não se apoiava em nenhuma autoridade moral externa, nem dos rabinos, nem do Judaísmo, ele era a base de tal autoridade (Jo 7.46), nem tenta convencer pelo raciocínio humano, dando explicações rebuscadas sobre suas afirmações, apenas enuncia de forma direta e simples.

C.      O que Jesus procura ensinar?

a.       Quem diz a verdade, não tem necessidade de jurar. "Quem não mente não precisa ter memória". 

b.      Ele deseja que toda palavra nossa “seja pura e inabalável” (Shedd). Mt 5.37. Quando fizer alguma afirmação ela precisa ser sempre verdadeira.

c.       Precisamos nos firmar na verdade, porque “toda verdade é verdade de Deus” (Os Guiness).

d.      A verdade desmascara as trevas (Jo 8.44)

e.      A mentira fortalece as trevas – Ef 4.25 deve estar associado a Ef 4.27

f.        Como filhos da luz, precisamos andar na luz (Ef 5.8).

g.       A verdade liberta (Jo 8.32).

D.      Não precisamos, nem devemos evocar qualquer autoridade sobre as quais não temos controle algum (o céu, a terra, Jerusalém, sua própria cabeça), para que as pessoas saibam que falamos a verdade. Mt 5.34-36. Você não pode jurar por alguém que não sustenta o que você jura. quem sustenta a verdade sou eu mesmo e não outra pessoa. 

E.       Apenas diga sim e não. O que passar disto, vem do maligno (Ef 5.37). Quando somos verdadeiros nada poderá contradizer.

a.       “Não e Sim, são palavras que todos entendem, quando dizemos de forma clara, direta e firme”. Crianças e adultos entendem.

b.      A dubiedade e insegurança na palavra, gera graves transtornos. Seja verdadeiro.

Conclusão

1.       Dizer a verdade não é desculpa para a grosseria – “Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo” Ef 4.15. Verdade e amor não funcionam bem quando distanciadas.

2.       Não precisamos evocar nenhuma autoridade externa, quando a autoridade interna da integridade nos domina.

3.       Aprenda a deixar claro o seu sim, e não gerar dúvidas sobre o seu não. A ambiguidade pode ser fatal. ”Seja, porém, a tua palavra: sim, sim; não, não” (Mt 5.37).

4.       Não deixe que sua dubiedade na palavra abra espaço para as trevas e o maligno. “O que disto passar, vem do maligno” (Mt 5.37).